quinta-feira, 8 de março de 2018

Relacionamento Abusivo: sair do ciclo de violência não é tão simples como parece

Por: Cecom/MP
Uma das primeiras perguntas feitas quando uma mulher sofre violência praticada reiteradamente pelo seu parceiro é: por que ela não larga esse homem? Afirmações como “ela gosta de apanhar porque, depois de tudo, ainda volta para ele” ou “ela deve ter feito alguma coisa errada para ser tratada assim” também são comuns em uma sociedade que, apesar dos avanços, ainda reproduz estereótipos e jargões de uma cultura historicamente machista e sexista. Mas você já se perguntou quais são os motivos que levam mulheres a permanecerem em relacionamentos abusivos? Quais são as principais características dessas relações e como deve ser difícil sair desse ciclo de violência? Segundo dados do Instituto Maria da Penha, no Brasil, a cada dois segundos, uma mulher é vítima de violência física ou verbal.
A pesquisa também mostra que, a cada 22 segundos, uma mulher é vítima de espancamento ou tentativa de estrangulamento e, a cada dois minutos, uma mulher é vítima de arma de fogo. Para auxiliar quem vive situações como estas, o Ministério Público estadual oferece um serviço de acolhimento, monitoramento e orientação a mulheres em situação de violência por meio do Grupo de Atuação Especial em Defesa da Mulher e População LGBT (Gedem), que funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 18h.
De acordo com o psicólogo Rafael Cerqueira, que atua no Gedem, é comum responsabilizar a mulher pela situação de violência, sob a alegação de que “ela gosta de apanhar” ou que não tem “força de vontade” para romper com o relacionamento. Mas, segundo ele, esta situação está longe de ser um processo simples. Ele pontua que a relação alterna entre maus e bons momentos, quando o suposto autor usa de chantagens emocionais para justificar as agressões, responsabiliza a mulher pelos conflitos e, muitas vezes, obriga-a a ceder à sua vontade com a promessa de uma suposta lua de mel que nunca chega. “Os motivos que as fazem permanecer neste ciclo são variados e vão desde pressão social para a manutenção do casamento; isolamento afetivo, quando são afastadas de amigos e familiares, impedindo que seja construída uma rede de apoio; vergonha de ser exposta perante vizinhos e familiares, sentimento de fracasso pelo término do relacionamento e preocupação com a situação dos filhos; medo de sofrer uma violência ainda maior; dependência financeira; perda da autoestima, responsabilização da própria vítima pela situação em que vive, entre outros”.

O Gedem 

A promotora de Justiça Lívia Vaz explica que, ao chegar ao Ministério Público, o primeiro contato da vítima é com a equipe multidisciplinar, composta por assistente social, psicólogos e apoio jurídico. “Após avaliação do caso, tomamos as medidas judiciais cabíveis. Se o serviço psicosocial indicar, os familiares também recebem acompanhamento”. Ela registra ainda que o trabalho precisa ser articulado, integrado e fortalecido através da Rede de Proteção à Mulher, seja por meio de órgãos governamentais, movimentos sociais e outras instituições que atuam na defesa de mulheres vítimas de violência”.
As mulheres agredidas contam com uma série de projetos que envolvem psicologia, teatro, oficinas profissionalizantes, além do acolhimento e das medidas judiciais tomadas contra os agressores. Outro projeto é o “Teatro do Gedem”, que trabalha a desenvoltura e a autoestima das agredidas. Além destes, destaca-se ainda a “Oficina de Currículos”, onde as mulheres em situação de violência que perderam seus empregos buscam trabalhar mais diretamente a elaboração da sua apresentação para a reinserção no mercado. O Gedem também oferece atendimento psicológico às assistidas do Grupo por meio do projeto Mulheres em Transformação, que conta com profissionais voluntárias. O Gedem funciona na Rua Arquimedes Gonçalves, nº 142, Jardim Baiano, em Salvador. Casos de violência contra a mulher denuncie pelo Disque 180.

3 comentários:

  1. A verdade q tem mulher q gosta de apalhar e ainda abre a boca pra dizer meu marido mim amar q diabo de amor e esse e bate humilhar trair nao e e nunca foi amor isso mulheres acordem..se valorizem mas pq tem esse q te bate arga futuramente vc vai acha outro q te ame e valorize....pois he cruz ta cheio de mulheres apalhado e se achado e mostrado pra sociedade q esta com o melhor homem do mundo e sendo o pior...

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    1. Esse comentário fala a verdade sobre as mulheres que acha q têm o melhor marido,eu também era assim apanhava e achava normal depois de seis anos nesse casamento abrir os olhos e larguei,Depois de dois anos separada conhecir um homem que todos os dias diz q me ama só saí sem me só para trabalhar não sou eu que pesso p ele ,ele q não sai,isso já têm 20 anos. As vezes eu q sou brava ele sempre calmo.

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  2. Arlene Pm parabens pelas palavra que vc deu no dia da mulher na praca central de cruz das almas pra ver se essas mulheres acordam pra a vida pq elas acham q homem e a vida delas apalhando homem traindo e dizendo meu marido kkk so rindo com isso...se valorizem se amem mas tenha um pouco de dignidade e amor proprio..

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