quinta-feira, 15 de março de 2018

Agressor de travestis já tinha sido preso por violência contra a mulher

Por: Correio da Bahia
Isaque foi preso na madrugada desta quarta-feira (15) (Foto: Alberto Maraux/SSP)
Isaque da Silva Conceição, 26 anos, já foi preso por violência doméstica, no ano passado. Na ocasião, foi enquadrado pela Lei Maria da Penha pela agressão à própria namorada. O problema é que, mesmo depois de responder pelo crime, Isaque não parou de cometer violência contra a mulher. Segundo a polícia, ele é o responsável pelos ataques a pelo menos seis transexuais na Rua Minas Gerais, na Pituba.
O suspeito foi preso na noite de quarta-feira (14/03), quando tentava sair do prédio onde morava, na Rua Espírito Santo, também na Pituba. Ele foi surpreendido por policiais militares da 13ª Companhia Independente (Pituba), por volta de 20h30, e teve a prisão preventiva decretada na madrugada desta quarta-feira (15/03). Ainda na manhã desta quarta, foi apresentado à imprensa na 16ª Delegacia (Pituba).
De acordo com a delegada Maria Selma Pereira, titular da 16ª Delegacia, até o momento, apenas duas das vítimas registraram a ocorrência, mas a polícia já tem conhecimento de pelo menos seis ataques. Por isso, ele deve responder por seis tentativas de homicídio. 
“Ele nega que tenha cometido (os crimes). A despeito disso, ele diz que ficava observando, da janela (do apartamento) o movimento das meninas na rua e que teria visto situações em que elas roubavam pessoas. Essa prisão veio em boa hora, porque poderia ter acontecido algo pior. Poderia ter acontecido um homicídio”, afirmou Maria Selma, durante a apresentação. 
Pelo menos seis transexuais foram atacadas em um período de 10 dias (Foto: Reprodução)
Duas das vítimas, além de uma outra transexual que testemunhou uma das situações, estiveram na delegacia na madrugada de quarta. Elas não tiveram coragem de encontrar Isaque, mas reconheceram o suspeito por foto. Foi nesse momento, segundo a delegada Maria Selma, que ele cometeu uma das contradições do depoimento.
“Teve um pessoal que subiu, outras mulheres (ativistas LGBT que estiveram na delegacia). Ele disse que ali não tinha nenhuma vítima (entre as mulheres que subiram até onde ele estava). E eu perguntei: ‘como você sabe que não tem nenhuma vítima, se você diz que não cometeu?”, contou.
Durante a apresentação à imprensa, Isaque preferiu não falar. Respondeu perguntas em raros momentos – num deles, para dizer que nunca teve relação com alguma mulher transexual e, em outro, para dizer que estava “sendo acusado”. Com a cabeça, ainda, que fosse lutador de MMA – ele tem uma tatuagem com a sigla escrita, além de outra com a sifla ‘UFC’.

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