quinta-feira, 7 de julho de 2016

As Crônicas de Paulo Cesar Lemos: O QUE CAUSOU A ALTA DE PREÇO NO FEIJÃO E O FEZ SUMIR DA MESA DO CONSUMIDOR?

Euclides da Cunha, em seu best seller “Os Sertões”, se refere ao sertanejo assim: “o sertanejo é, antes de tudo um forte. Diante de situações que lhe exigem a participação, o mesmo se transforma, e da figura vulgar de tabaréu canhestro, reponta inesperadamente o aspecto dominador de um titã acobreado e potente, num desdobramento surpreendente de força e agilidade extraordinárias”. Em várias oportunidades permaneci por vários dias no interior do nordeste brasileiro e foi possível verificar que na alimentação dos sertanejos, dois ingredientes são básicos: a farinha e a rapadura. Duas fontes de energia, o que explica a ênfase de Euclides da Cunha na tenacidade daquelas pessoas. No entanto, em boa parte deles a aparência não retrata a idade, visto que as rugas aparecem cedo (falta-lhes a plástica impecável-diz Euclides da Cunha). Energia sobra, mas a recomposição dos tecidos que é papel das proteínas deixa a desejar. Este desequilíbrio alimentar e a longa exposição ao sol vão calejando o sertanejo. Onde estão as fontes de proteínas para reconstituir tecidos e tornar os indivíduos mais saudáveis? A mais tradicional é o feijão! Entre os diversos tipos encontrados no mercado, o feijão carioca foi o que mais se popularizou nos últimos anos e nos dias de hoje se tornou inalcançável por parte considerável dos brasileiros. Um país com dimensões continentais, celeiro do mundo não poderia deixar faltar a mais barata fonte de proteína para seu povo, principalmente os mais pobres. Como o feijão carioquinha chegou a custar até 18 reais o kg? O nosso estoque regulador de feijão foi doado pela presidente afastada Dilma Rousseff no final de 2015 para Cuba. Além de doar cerca de 625 toneladas deste alimento, que atualmente está em falta no mercado brasileiro, Dilma também arcou com o custo de transporte rodoviário e alocação no navio. O tipo de feijão escolhido foi o conhecido como “2”. O alimento foi acomodado em sacos de cinquenta quilos cada. O governo atual autorizou a importação de feijão visando evitar o completo desabastecimento e forçar uma queda nos preços do produto. Um país com as dimensões do Brasil importar feijão é motivo de piada no mundo todo. É uma apologia à incompetência de nossos técnicos. Mas, é justo doar feijão para sustentar uma ditadura com mais de 50 anos, fundamentada numa seita totalitária comunista e massacrar os brasileiros mais pobres? Só a psicopatia pode explicar esta atitude. Os sábios podem mudar de opinião, os ignorantes, nunca. 
Fonte adicional (https://www.epochtimes.com.br/2015-dilma-doou-625-toneladas-estoque-brasileiro-feijao-cuba/#.V35jFzXLDHI)

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