sábado, 11 de junho de 2016

As Crônicas de Paulo Cezar Lemos: O MARXISMO NAS UNIVERSIDADES E A CRIMINALIZAÇÃO DO MÉRITO.

As ideias de Marx foram colocadas em prática por Lênin, inaugurando o comunismo. Para Marx, o proletário seria peça chave na engrenagem e tomaria o poder pela “revolução”, à força. Para atingir seus objetivos, o comunismo matou 77 milhões de pessoas na China, com Mao Tsé Tung, seguido por Stálin na Rússia que mandou assassinar 43 milhões de compatriotas, superando o nazismo de Hitler com 21 milhões. A tentativa de implantação do comunismo no Brasil teve cunho revolucionário, mas, frustrada pelo exército. Fazendo um contraponto ao uso da força para instaurar este regime, Antônio Gramsci, italiano da Sardenha, co-fundador do Partido Comunista italiano e falecido em 1937, ficou estarrecido pela violência das guerras que o governo revolucionário da Rússia teve que empreender para submeter a população ao comunismo. Em seus 11 anos de cárcere na Itália, Gramsci escreveu seus cadernos que norteou de forma diferente a instauração deste sistema. Em lugar da força bruta, uma delicada orquestração de influências sutis, penetrantes e mais perigosas, em longo prazo, causaria mais efeito do que toda a artilharia do Exército Vermelho. A ideia central do gramscismo era amestrar o povo para o socialismo antes de fazer a revolução. Fazer com que todos pensassem, sentissem e agissem como membros de um Estado comunista mesmo ainda vivendo no capitalismo. Para ele, os agentes principais dessas mudanças seriam os intelectuais e um dos seus instrumentos mais importantes, para a conquista da cidadania, seria a escola. Esta estratégia virava de cabeça para baixo a fórmula leninista, na qual uma vanguarda armada tomaria o poder pela força. A base de tudo seria o controle psicológico da população, controlar a consciência das massas. Tarefa que deveria ser executada por professores, jornalistas, cineastas, escritores, músicos, psicólogos, pedagogos infantis, conselheiros familiares entre outros. Caberia a estes intelectuais, gradualmente provocar uma inversão de valores na sociedade, extirpar todos os princípios herdados de civilizações anteriores, que de algum modo foi incorporado e se tornou senso comum. Uma verdadeira lavagem cerebral, que deveria apagar da mentalidade popular e, sobretudo do fundo inconsciente do senso comum, toda a herança moral e cultural da sociedade. Na visão de Gramsci não existe distinção entre a verdade e a mentira. Isto explica muito bem o que nossos líderes políticos anunciam antes das eleições, principalmente a esquerda. Seguir Gramsci é seguir a imbecilidade, mas, o mundo está contaminado por hordas de imbecis para quem a verdade é a mentira e a mentira é a verdade, como aconteceu nestes 13 anos de Patocracia que deixou o Brasil muito doente, em estado terminal. Em nosso país, após a decepção com a luta armada em 1964, a esquerda optou pelo gramscismo para implantação de suas ideias comunistas. Com isto, desde os anos 70 as universidades receberam professores doutrinados e preparados para inserir nos alunos a diarreia marxista, a la Gramsci. A intelectualidade brasileira abraçou o gramscismo, mesmo sem saber o que é isto. Suas noções de pedagogia crítica e instrução popular foram teorizadas e praticadas décadas mais tarde por Paulo Freire no Brasil, que se incumbiu de enterrar o mérito dos professores que realmente se preocupavam em ensinar suas matérias. O mote passou a ser a formação de cidadãos, conforme pesquisa patrocinada pela Unesco onde se constatou que apenas 8,9% dos professores brasileiros indicaram “proporcionar conhecimentos básicos”, enquanto que 72,2% deles atribuíram ao professor o papel de “formar cidadãos conscientes”. Em resumo, o mérito foi totalmente criminalizado na “Pátria Educadora”. É imperdoável um professor transmitir para seus alunos as suas próprias concepções políticas, em vez de lhe ser úteis, como é de seu dever, através da transmissão de conhecimento e de experiência científica. Em uma instituição de ensino e/ou pesquisa, a ciência e a ética saem pela janela, quando a política entra pela porta. Nas escolas, os bons alunos que são muito poucos, passaram a ser hostilizados. Nas universidades isto é muito visível, desde quando os alunos medíocres se engajam logo no início do curso àqueles estudantes que já estão “politizados”, sendo orientados a assumir cargos discentes ligados às representações, colegiados, sindicatos, além de frequentarem gabinetes dos reitores e passam a intimidar colegas e professores que não “rezam” sua cartilha. Se alguém fala ou escreve bem, é interpretado como símbolo de arrogância e prepotência. As mentes mais comprometidas com o conhecimento passam a sofrer um bullying covarde e ardiloso. São ações autoritárias, inclusive porque os medíocres trabalham também com a intimidação e difamação dos colegas e professores que não seguem sua seita. Uma verdadeira truculência ideológica que está gerando a incompetência na universidade brasileira. O programa do PT é gramsciano e é seguido por uma legião de pessoas que nunca viram falar em Gramsci, são os inocentes (idiotas) úteis, termo utilizado por Lenin para caracterizar os simpatizantes comunistas do ocidente. O sucesso desta corrente no Brasil é um testemunho da miséria intelectual de um meio onde os letrados, incapazes de suportar o isolamento para pensar, refletir, pesquisar e criar, se tornaram frustrados por não produzirem uma grande obra, daí procuraram o aconchego nos grupos, pois sentem receio da solidão de um laboratório e covardemente se apoiam nas ideologias que desmerecem o conhecimento. O mérito nas escolas e principalmente nas universidades vem sendo desconstruído por pressão da ignorância além da omissão e aceitação dos dirigentes. Os melhores alunos e os bons mestres são motivo de chacota e adjetivos agressivos como fascista, nazista, racista, elite. Tudo por inveja. A esquerda brasileira reza no evangelho da inveja e no credo da ignorância. Quando aluno do curso de Agronomia pela UFBA, Cruz das Almas, assisti a um exemplo claro da desconstrução do mérito já no final dos anos 70. O maior ícone daquela instituição era o professor Geraldo Carlos Pereira Pinto, botânico em nível internacional, com trabalhos reconhecidos no país e no mundo. Um grupo de estudantes que não acompanhavam o nível de conhecimento exigido pelo mestre marcharam para cima do professor gritando palavras de ordem, baixarias e dispostos a agredir fisicamente a mente mais brilhante daquela instituição. Todos sabiam na época que alguns professores medíocres e com extrema inveja do alcance da obra de Dr. Geraldo foram incentivadores daquele ato que marcou o início da derrocada do conhecimento na instituição.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O site Cruz das Almas News coloca este espaço à disposição de todos que queiram opinar ou discutir sobre os assuntos que tratam nossas matérias. Partilhe suas opiniões de forma responsável e educada e respeite a opinião dos demais.

Contamos com a educação e bom senso dos nossos internautas para que este espaço continue sendo um ambiente agradável e democrático.

Obrigado