quarta-feira, 25 de maio de 2016

As Crônicas de Paulo Cesar: A degradação do nível cultural durante o petismo.

A Lei Rouanet, criada durante o governo Collor, se tornou o principal mecanismo de financiamento e incentivo à cultura no país. Lei Federal cujo nome é uma alusão ao secretário de cultura da época, Sérgio Paulo Rouanet. Esta lei prevê que empresas públicas e privadas e pessoas físicas podem patrocinar projetos culturais e receberem o valor em forma de desconto no imposto de renda. Neste caso os cofres públicos deixam de receber parte daquele dinheiro em troca de um patrocínio cultural. O que seria arrecadado para o benefício de toda a população, passa a presentear um grupo seleto de artistas, a maioria já milionária. Para que uma pessoa ou empresa possa doar, torna-se necessário que o projeto visado seja aprovado antes pelo Ministério da Cultura (MinC). Aí acontecem os absurdos e as coisas se perdem com a aprovação de projetos estranhos com somas astronômicas e beneficiando, na maioria das vezes, grupelhos que não tem nada com a cultura no sentido restrito da palavra. Projetos pífios, ridículos mesmos são aprovados e se candidatam a captar recursos de empresas, sendo uma forma muito criativa de bancar patrocínio privado com dinheiro público, que deveria ser direcionado a áreas críticas do país que estão passando por uma verdadeira guilhotina financeira, como a saúde, educação e segurança. Muitos destes projetos não precisariam de auxílio aprovados pelo Ministério. Diversos artistas, entre cantores e atores promovem seus shows com dinheiro público e a bilheteria é recolhida em benefício dos mesmos, não retornando um centavo para o país. Entre os diversos exemplos que ocorreram nos últimos tempos pode-se citar: O funkeiro MC Guimê, apesar de faturar, segundo estimativas, R$ 300 mil por mês, foi autorizado a captar R$ 516 mil para a produção de um DVD, gravado durante um show na cidade de São Paulo; em 2014, o Ministério da Cultura aprovou um incentivo de 4,1 milhões para a realização de uma turnê de Luan Santana em diversas cidades do país, sob a alegação ridícula que tinha como objetivo democratizar a cultura, difundindo a raiz sertaneja pela música romântica; o grupo Detonautas Roque Clube, liderado por Tico Santa Cruz, teve um projeto aprovado pelo Ministério da Cultura para a captação de um milhão de reais para a realização de uma turnê em 25 cidades do país; Cláudia Leitte teve um projeto aprovado para captar quase R$ 6 milhões para a realização de 12 shows em cidades das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste em 2013. Em meio a críticas, a cantora acabou recebendo “somente” 1,2 milhão de reais em apoio; a cantora e compositora Thaís Gulin, namorada de Chico Buarque pode arrecadar R$ 801.200, para produzir seu terceiro CD, segundo informação do colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo. O dinheiro arrecadado serviu para organizar uma turnê por oito capitais brasileiras e, ainda segundo o mesmo Ancelmo Goes, Carlinhos Brown, que é genro de Chico Buarque, conseguiu R$ 1,4 milhão, pela mesma lei, para bancar seu trio elétrico. Ou seja, não conseguiu com a caxirola, faturou por conta do trio. Toda esta canalhada, péssimos brasileiros, falsos moralistas pagaram esta “boquinha”, gritando -Impeachment é golpe – em seus palanques, para que os idiotizados que os assistiam fizessem eco a esta imbecilidade. Estes e outros artistas nunca souberam o que é crise. Em resumo, a cultura no sentido da palavra está sendo desconstruída no Brasil. O Ministério da Cultura bancou nos últimos anos uma verdadeira farra para os promotores da degradação cultural. Na verdade o que se busca é um processo de rebaixamento da cultura nacional de tal maneira que todos possam justificadamente acreditar que são cultos. O caminho mais rápido para um indivíduo ser considerado intelectual, sem sequer ter lido um livro, ou assistido a uma peça teatral é participar de um filme de qualquer natureza e ocupando qualquer papel, ou se interessar por ideologias esquerdistas, repetindo as frases ditas pelos “tirados” a socialistas e os seguidores da aloprada Marilena Chauí, que em sua última aparição vociferou que pretende enfiar um punhal na goela da classe média brasileira. Uma obra literária ou artística não evolui como querem os gestores atuais da cultura, assim como também não morre. Elas continuam vivendo e enriquecendo as novas gerações. São como um denominador comum da cultura através das gerações, permitindo a comunicação entre seres humanos separados por séculos. Quem hoje se emociona com Shakespeare, ri com Molière e se deslumbra com Rembrandt e Mozart está dialogando com quem no passado os leu, ouviu e os admirou.

Um comentário:

  1. Caro escritor. Faça uma pesquisa mais profunda, e compare se só foi no governo petista que os referido artistas denunciado por vós recebeu o dinheiro. Pesquise também se só foram os alinhados com os governos petistas, e se os petistas não liberaram verbas só porque os outros referidos artistas eram se oposição? E antes do governo petista ninguém recebiam essas verbas da tal lei? Afinal não só os artistas vivem sugando do dinheiro público, á vários funcionários públicos que também são "artistas" em não cumprir com a sua função.

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