quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

WhatsApp diz que não tem informações pedidas ao app pela Justiça do Brasil

O diretor-executivo do WhatsApp, Jan Koum, afirma que o aplicativo não possui as informações pedidas pela Justiça brasileira. Por descumprimento de uma ordem judicial ligada a uma investigação, o app ficou cerca de 12 horas fora do ar no Brasil nesta quinta-feira (17/12). A decisão de um desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) suspendeu o bloqueio no final da manhã.
"Estamos desapontados com o juiz que decidiu punir 100 milhões de pessoas em todo o Brasil, uma vez que não fomos capazes de entregar informações que não tínhamos", afirmou Kaum ao Uol, através de sua assessoria. 
Mark Zuckerberg, fundador do Facebook e dono do app de mensagens, afirmou que não esperava que "esforços em proteger dados pessoais poderiam resultar na punição de todos os usuários brasileiros do WhatsApp."  
Não se sabe que tipo de informação exatamente foi pedida ao WhatsApp, pois a ação corre em segredo de Justiça. Segundo o Ministério Público de São Paulo trata-se de um "crime grave". O TJ-SP afirmou que não poderia comentar a fala do CEO do WhatsApp por se tratar de um caso sigiloso. 
Mesmo com a gravidade do caso, o desembargador Xavier de Souza, do TJ-SP, não concordou com o bloqueio do app e determinou, em caráter liminar, a liberação do WhatsApp. "Não se mostra razoável que milhões de usuários sejam afetados em decorrência da inércia da empresa (em fornecer informações à Justiça)", declarou o magistrado, que propôs "a elevação do valor da multa a patamar suficiente para inibir eventual resistência da impetrante".
O caso será julgado na 11ª Câmara Criminal do TJ-SP, que ficará de recesso da segunda-feira (21) até o dia 7 de janeiro. (Correio)

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