quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Especialistas do governo americano chegam a Salvador para combate ao Aedes aegypti

Desembarca quarta-feira (16) em Salvador a equipe do Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, da sigla em Inglês) do governo dos Estados Unidos da América que vai ajudar a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) a colocar em prática o plano de combate ao mosquito Aedes aegypti. Segundo detalhou o secretário estadual de saúde, Fábio Villas-Boas, o desenvolvimento deste plano, que começou a ser desenhado em março, já contou com o apoio técnico dos especialistas norte-americanos.
Durante a visita, a Sesab deve também conhecer um teste rápido capaz de identificar o vírus zika, que está relacionado ao atual surto de bebês que têm nascido com microcefalia especialmente na região Nordeste.
O plano de combate ao Aedes foi apresentado ontem na inauguração do Centro de Operações de Emergências em Saúde, que vai funcionar no Parque Tecnológico, na Paralela, e é responsável por concentrar os dados do atual quadro de epidemia de microcefalia ligado ao zika vírus. Participaram da reunião secretários estaduais, técnicos ligados a vigilância epidemiológico, médicos, especialistas e representes do Exército, da Defesa Civil Estadual, Da União dos Municípios da Bahia (UPB) e do Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems).
O centro, segundo o secretário de saúde, vai concentrar o recebimento e divulgação dos números de notificações da má-formação apresentadas em fetos em todos o estado, além de reunir médicos especialistas que vão debater sobre o que o secretário considerou como nova doença. O secretário aproveitou para informar que a divergência dos números de notificações no estado entre os boletins do Ministério da Saúde (que apontou 180 casos) e da Sesab (que contabilizou 150 casos), se deve a um equívoco do Ministério ao contabilizar os notificações da Bahia com o antigo critério, que considerava casos de bebês com massa cefálica de 33 centímetros como portador da má-formação (atualmente só se considera notificáveis casos de bebês com a cabeça com diâmetro igual ou menor a 32 centímetros). 
“Uma vez que não existe vacina aprovada para o combate à dengue no país, uma vez que não existe tratamento antiviral para pessoas portadoras de dengue, de zika ou chikungunya, a estratégia mais eficaz nesse momento ainda é a prevenção de nascimento de novos mosquitos”, detalha Fábio.  
Questionado, durante a inauguração do Centro, Villas-Boas apontou a necessidade de revisão a longo prazo da rede de atendimento de reabilitação para crianças que apresentarem doenças neurológicas. “Vamos precisar criar espaços em todo o estado para dar conta dessas crianças que vão nascer com problemas neurológicos, ainda não temos a dimensão do que isso vai precisar representar de investimento, qual o número final de crianças que teremos, mas estamos nos preocupando com isso para apoiar essas famílias. 
Pela Manhã, o secretário afirmou que este não é apenas um problema médico, mas social. "Como é que a mãe, que trabalha, vai cuidar dessa criança? O dinheiro já não dá para viver com um bebê normal, agora vai ter que cuidar do bebê ou colocar alguém para cuidar do bebê", ilustrou.
Na próxima semana, entre quarta e quinta-feira, o governador Rui Costa vai se reunir com prefeitos das cidades que estão em alerta por conta dos índices de infestação do mosquito e que têm casos notificados de microcefalia para debater as medidas e a possibilidade apoio do governo do estado para o combate do mosquito e diagnósticos das mães que tiveram zika e podem vir a ter complicações na gestação.
Em entrevista, Vilas-Boas contou ainda da liberação de recurso suplementa, de cerca de R$15 milhões, para apoio dos municípios diante do cenário epidemiológico. O Centro de Operações de Emergências em Saúde tem estrutura similar e usa o mesmo espaço físico do utilizado em grandes eventos, como na Copa do Mundo. Uma grande tela exibe em tempo real os sistemas que permitem as notificações de casos de microcefalia. (Correio)


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