sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

As Crônicas de Paulo Cezar Lemos: Não pode existir honra na fraude. Mas, no Brasil é isto que está acontecendo.

Por: Paulo Cezar Lemos
Toda a mídia promove, a cada dia, a vulgarização intelectual, com uma promoção desenfreada do inferior e do primitivo. Rádio, TV, jornais, revistas, livros e até o teatro está infestado por promotores do barbarismo, da incultura. O que mais espanta é a supervalorização do crime violento. O crescente aumento da criminalidade, não é algo que acompanhe aos índices do progresso humano, mas retornos à brutalidade e ao crime friamente premeditado como nunca se viu na história da humanidade. A figura do criminoso é acentuada de tal forma que se torna exemplar, e muitos desejam alcançar a notoriedade que tais criminosos conseguem. Programas de rádio e de televisão entrevistam criminosos, para ouvir confissões de mães e parentes, que relatam a vida de seus filhos que os preparou para o crime. Por outro lado, os grandes gestos, os atos nobres recebem espaço mínimo, quando não são silenciados. Os policiais que corajosamente, expondo suas vidas e, até um certo ponto, também a de seus familiares recebem tratamento de bandidos pela mídia.Toda criminalidade é acentuada com um critério de exaltação desmedida e desmerecida. O criminoso, que revela habilidade, é exaltado como inteligente, e a astúcia é apresentada como virtude. A audácia desenfreada do banditismo é régua para medir o heroísmo.
O fraudulento é visto como um habilidoso intelectual do crime. O chantagista é um artista da malícia. O contraventor é um acrobata que se desvia com requintes das malhas da lei. O corrupto é um hábil defensor dos seus direitos à participação dos bens sociais. A falcatrua, a falsificação, o golpe são exemplos de acuidade mental. Os honestos são deprimidos e ridicularizados. A vítima desses criminosos é apresentada como um ingênuo indesculpável, que parece bem merecer a lesão sofrida, por deixar-se enganar em sua boa fé. São valorizados aqueles que pertencem a uma tribo, multidões brutalizadas, barbarizadas onde são valorizados tudo quanto aponte ao inferior e ao medíocre. Este é o Brasil dos últimos 15 anos. Os líderes psicóticos, condenados, sabidamente ladrões são defendidos por admiradores. Mas, também pudera, os bárbaros são aqueles que sabem, sem saber o porquê do que sabem. Sabem muito bem uma coisa: já que o líder é um corrupto ou ladrão ou falsário e está livre, o bárbaro pode tudo, pois seu líder é seu guru espiritual.

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