segunda-feira, 6 de novembro de 2017

As Crônicas de Paulo Cezar Lemos: VEJA AÍ UM DOS SEGREDOS MAIS BEM GUARDADOS PELOS PROFESSORES DE HISTÓRIA SOBRE O CONTRAGOLPE MILITAR DE 1964. FINALMENTE A EXPLICAÇÃO!!

 Por: Paulo Cezar Lemos
O segredo foi tão bem guardado que nem os novos militares, jornalistas, professores de história e escritores de hoje sabem o que ocorreu de fato. Isto explica O ÓDIO que a maioria dos membros dessas categorias nutre pelos militares e pelos conservadores. Uma semana depois de assumirem o governo, os militares patrocinaram uma emenda constitucional que se tornaria o maior erro deles. Promoveram a emenda constitucional número 9, de 22 Julho de 1964, e logo aprovada 81 dias depois, que passou a obrigar todo jornalista, escritor e professor a pagar imposto de renda, algo que nenhum deles fazia desde 1934.Os militares acabaram com o Artigo 113 n. 36 da Constituição de 1934 e o mesmo artigo 203 da constituição de 1946 que dizia: “Nenhum imposto gravará diretamente a profissão de escritor, jornalista ou professor.” Por 30 anos foi uma farra. Algumas faculdades vendiam diplomas de jornalista “até arcebispo era jornalista.” Mas, os militares não sabiam o preço que iam pagar. Conseguiram antagonizar, em menos de dois meses de poder, toda a elite intelectual do país. Até os dias atuais, é muito difícil um jornalista, escritor, professor e a classe artística defender os militares. Os jornalistas passaram a inventar tortura onde não houve. Onde houve eram superdimensionadas como orientava o escritor Mario Lago . Cantores como Caetano, Gil e Chico Buarque se auto exilaram para ganhar notoriedade posterior. A imprensa, escritores e professores se revoltaram imediatamente, afinal, a maior parte deles teve participação no movimento que derrubou o Presidente João Goulart e foi, sem dúvida, um dos vetores de divulgação do fantasma do comunismo. Jornalistas cronistas como, Alceu de Amoroso Lima, Antônio Callado, Carlos Drummond de Andrade, Carlos Heitor Cony, Edmundo Moniz, Newton Rodrigues, Otto Lara Resende, Otto Maria Carpeaux, entre outros, foram aqueles que logo se arrependeram do apoio dado ao "golpe". Jornalistas, escritores e professores que apoiaram "o golpe de 1964" mudaram de opinião, se tornando adversários dele, antes do regime que ajudaram a instalar fizesse aniversário. Antonio Calado, professor, escritor escreveria: “O Golpe foi certo, mas seus desdobramentos errados”. Calado se tornou um de seus grandes opositores, um ano depois. As informações distorcidas destes profissionais causou a perda de duas gerações de brasileiros por desinformação, pois criaram e incentivaram as famosas "fakenews".
Jornalistas também não pagavam imposto predial, imposto de transmissão, imposto complementar, tinham isenção em viagens de navio, transporte gratuito ou com desconto nas estradas de ferro da União, 50% de desconto no valor das passagens aéreas e nas casas de diversões. Devido a estas isenções na compra da casa própria, a maioria dos jornalistas tinha pesadas dívidas, e a queda de 15% (com o imposto) nos seus salários causou sérios problemas financeiros e familiares. Não é de se espantar que passado 57 anos os militares continuam sendo perseguidos por comissões da verdade, reportagens, e tudo o mais, apesar dos militares hoje serem outros.Nenhum jornalista, professor ou escritor, nem mesmo os de esquerda escreveram um artigo sequer contra este privilégio que desfrutavam e que durou quase 30 anos. Segundo Alberto Dines “O Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro era uma agência de viagens. Era uma corrupção tremenda.” A revogação destes privilégios classista atendeu a um clamor dos militares, advogados, médicos, enfermeiras, bombeiros, policiais entre outros que pagavam e sustentavam as três classes privilegiadas, bancando a hipocrisia e o abuso, onde até arcebispo estava sendo beneficiado.

OBS.: Todo o conteúdo foi obtido a partir da internet e de consulta a jornais da época.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O site Cruz das Almas News coloca este espaço à disposição de todos que queiram opinar ou discutir sobre os assuntos que tratam nossas matérias. Partilhe suas opiniões de forma responsável e educada e respeite a opinião dos demais.

Contamos com a educação e bom senso dos nossos internautas para que este espaço continue sendo um ambiente agradável e democrático.

Obrigado