sexta-feira, 13 de outubro de 2017

As Crônicas de Paulo Cezar Lemos: FIQUEI 29 ANOS NA MATRIX, MAS CONSEGUI SAIR.

Por: Paulo Cezar Lemos
Ano de 1973, em pleno regime militar, governo do Presidente Ernesto Geisel. Colégio Estadual Alberto Torres (CEAT). Fazia o segundo ano científico, quando chegou o professor de Química, Armando, de uma prisão política. Todos diziam: "é um subversivo". Didática inigualável e conhecimento acima do normal. Aprendi Química de uma forma que depois passei a viver financeiramente vendendo química, por muitos anos, em colégios, cursinhos e universidades e no curto período como pesquisador da Embrapa. Mas, o professor me presenteou o livro de Eduardo Galeano, "As veias abertas da América Latina". Naquele momento ele plantou a semente esquerdista em minha mente. Passei a ler tudo da área: "Cavaleiro da Esperança", de Jorge Amado; "A mãe", de Gorki; "Germinal", de Emile Zola e muitos outros que não vou colocar para não ficar longo o texto. Houve um estupro mental num cérebro que poderia ser saciado apenas com conhecimentos e poderia servir ao país e à humanidade muito melhor se não acontecesse estes destemperos. Fui iniciado, doutrinado já em 1973. Na universidade encontrei um rebanho de "tupamaros" com ideias esquerdistas, mas nunca me animei em seguir, pois sempre fui senhor de minhas ideias e não de seguir ideias dos outros.
Participei das "diretas já", do "fora Collor" e do "lula lá". Entrei de cara votando no partido dos trabalhadores, desde quando eu era um trabalhador. Vi Antonio Carlos Magalhães dizer com a voz fanhosa, falando pelo nariz: "vocês vão ver quem vocês vão colocar na presidência"! se referindo a Lula. Na época o "charme" era ser anti ACM, ser esquerdista, pois ajudaria os pobres. Seguia na matrix que já vinha sendo montada há algum tempo. Votei em Lula seguidamente. Na UFRB, só me dedicava à Botânica, pesquisa com Manihot e nem sabia dos esquemas armados para implantar o comunismo no Brasil. Achava que já tinha acabado tudo com a queda do muro de Berlim e a Perestroika de Gorbachev. Como eu era idiota, imbecil!!! Uma verdadeira besta quadrada que só via Botânica em minha frente. Em 2012, apareceu um iluminado e me emprestou um livro. Rogou para que eu arrumasse um tempo para ler. Era o livro de Aleksandr Solzhenitsyn, "Arquipélago Gulag". O que achei mais interessante foi a determinação que tive em ler o livro, por não ser de meu trabalho do dia a dia. Aquele livro fez com que eu nascesse de novo. Houve um segundo parto. Deveria ter me batizado novamente. Naquele dia deixei a seita esquerdista e voltei a ser uma nova pessoa, normal, pensante, reflexiva. Acabou a doença que invadiu e tomou minha mente. Voltei a ser um ser humano normal ao tomar conhecimento das atrocidades que o comunismo fez com homens e mulheres de bem, profissionais que morreram de fome graças à sanha dos ditadores comunistas (Stálin, Mao, Pol Pot, Fidel Castro, Che Guevara). Os militares não se deram conta e deixaram os comunistas, já com a agenda baseada em Antonio Gramsci, Michel Foucault, Derrida e Herbert Marcuse alcançarem a hegemonia no Brasil, tomando as universidades brasileiras, graças a um monte de professores que desistiram de pensar. Sair da matrix como eu fiz é muito difícil. Deixar de ser idiota útil como eu fiz depende de um esforço sobre humano de muitas leituras. No Brasil do "Imbecil Coletivo" dominada pela esquerda com o partido príncipe PT e seus braços PSB, PSDB, PP, PCB, PDT, PC do B, determinando ideologia de gênero e plantando a luta entre as classes fica difícil sair da matrix.

Um comentário:

  1. Você não foi um idiota, você idealizou um Brasil melhor, Mais esses caras só pensão neles são uns verdadeiros ¨Ladrões¨, A pena deles é o fuzilamento, Eu também fui enganado por esses ¨energúmenos¨.

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