sábado, 30 de setembro de 2017

As Crônicas de Paulo Cezar Lemos: ATÉ O ESCRITOR BAIANO JORGE AMADO, EM CONFISSÃO, ADMITE TER SIDO USADO PELO COMUNISMO. (confissão no texto).

Por: Paulo Cezar Lemos
O Cavaleiro da Esperança, biografia poética do líder revolucionário Luiz Carlos Prestes, escrita por Jorge Amado e publicada em 1942.
Uma coisa que sempre me intrigou e nunca compreendi foi o posicionamento do romancista baiano Jorge Amado. Escreveu o livro que retratou a saga da “Coluna Prestes”, onde ele descreve a marcha de Luís Carlos Prestes, comunista brasileiro que desertou do exército e recebeu treinamento na URSS sob o regime totalitário de Stálin. Jorge Amado aplicou o nome de “Cavaleiro da Esperança” a Prestes, responsável pelo deslocamento inútil da referida coluna por 25 000 km em território brasileiro, causando um rastro de miséria por onde passou, graças às suas “expropriações revolucionárias”, garantindo que tudo seria devolvido aos assustados moradores do interior, que a coluna mais afugentou do que atraiu. No início dos anos 40, em seus tempos de militante comunista, Jorge Amado recebera ordem do PCB para se exilar em Buenos Aires e escrever um livro propagandístico sobre Prestes, preso pela ditadura Vargas. Esperavam os comunistas brasileiros que a repercussão da obra gerasse pressão internacional para a libertação de Prestes, o que não aconteceu. Quando estudei o científico no CEAT (Colégio Estadual Albert Torres), fazia reuniões com mais uns dois colegas no “grêmio” do colégio, espécie de porão, para ler o “Cavaleiro da Esperança”, pois era proibida a circulação deste livro. Às vezes acendíamos velas, pois o ambiente ficava escuro. O que me intrigou depois foi a forte amizade do escritor com o governador da Bahia, Antonio Carlos Magalhães, reconhecidamente anticomunista. Homenagens diversas foram feitas pelo político a Jorge Amado e sua esposa, Zelia Gattai. Nunca entendi esta “virada” na concepção política do romancista, até que esta semana encontrei o texto abaixo, na internet, escrito pelo próprio Jorge. Depois da leitura tirei uma dúvida que trazia há muito tempo sobre este autor. O texto: "Nenhum escritor, naquele momento, naquela ocasião, era um escritor que não tivesse um engajamento. E toda primeira parte da minha obra traz um engajamento que é uma excrescência. Nós éramos stalinistas, mas terrivelmente stalinistas. Para mim Stalin era meu pai. Era meu pai e minha mãe. Para a Zélia [Gatai] também. Nós levamos uma trajetória de anos cruéis para compreender que o pai dela era o mecânico Ernesto Gattai e que meu pai era o coronel do cacau João Amado. Quer dizer, o partido me utilizou (idiota útil). E a partir desse momento, em realidade, o que o partido fez foi, sem querer, provavelmente, a tentativa de acabar com o escritor Jorge Amado, para ter o militante Jorge Amado. 

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NO FIM DO ANO DE 1955 EU SOUBE QUE A POLÍCIA SOCIALISTA TORTURAVA OS PRESOS POLÍTICOS TÃO MISERAVELMENTE QUANTO A POLÍCIA DE HITLER. O MUNDO CAIU SOBRE A MINHA CABEÇA. Já sem escrever a longo tempo, já descrente por inteiro das ideologias, do fundamental das ideologias - Stalin era vivo ainda - eu deixei o partido comunista. Fui atacado por muitos dos comunistas de uma forma muito violenta. O principal dirigente comunista da época, depois de Prestes, que era Arruda Câmara, disse que dali a seis meses eu não existiria como escritor e como intelectual. Felizmente ele se enganou. Ideologia, quer saber o que é, Henry? É uma merda!". Este depoimento mostra que é possível acordar mesmo com o cérebro totalmente doutrinado como o de Jorge Amado. A lavagem cerebral que Paulo Freire promoveu com os seus livros adotados pelo MEC, imbecilizou parte considerável de nossos professores a ponto de perderem a dignidade, jogarem a docência na lata do lixo, se tornarem desacreditados perante a sociedade e transformarem a educação brasileira em uma das piores do mundo. Será uma tarefa monstruosa para estes professores saírem desta. Cérebro eles tem. O duro é refletir como fez Jorge Amado e saírem das algemas impostas pela bandalha comunista. No meu caso em particular, busquei a aposentadoria 15 anos antes, pois, após muita reflexão sobre a personalidade que levei anos para construir, com uma base cultural sólida não deu para conciliar com a imbecilização em curso na docência de todo o país que transformou as universidades em ditaduras esquerdistas. Antes de estuprar minha mente e conspurcar minha razão, optei por continuar olhando para mim com dignidade.

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