terça-feira, 23 de maio de 2017

Estado Islâmico reivindica autoria de atentado em Manchester

 Com informações: Jornal o Globo
O Estado Islâmico (EI) reivindicou nesta terça-feira (23/05) a autoria do ataque suicida que deixou ao menos 22 mortos e 59 feridos em Manchester, no final do show da cantora americana Ariana Grande. A polícia britânica deteve um jovem de 23 anos por suspeita de conexão com o atentado. Segundo a primeira-ministra britânica, Theresa May, as autoridades acreditam conhecer a identidade do autor do ataque, que morreu ao detonar um explosivo caseiro no momento em que as pessoas deixavam o concerto. Em comunicado, o grupo extremista disse que um de seus membros perpetrou o ataque — o mais violento no Reino Unido desde os atentados que atingiram os transportes públicos de Londres em 2005. "Um dos soldados do califado colocou uma bomba no meio da multidão durante o show", diz a nota. Partidários do Estado Islâmico comemoraram a ação nas redes sociais. Contas do Twitter associadas ao grupo usaram hashtags referindo-se à explosão para publicar mensagens de celebração, com alguns usuários encorajando ataques semelhantes em outros lugares. Algumas mensagens descreveram o ataque como um ato de vingança em resposta a ataques aéreos no Iraque e na Síria. Publicidade "Parece que bombas da Força Aérea britânica sobre crianças em Mossul e Raqqa acabaram de voltar para #Manchester", escreveu um usuário chamado Abdul Haqq no Twitter, em referência às cidades iraquianas e sírias controladas por militantes onde uma coalizão liderada pelos Estados Unidos, da qual o Reino Unido faz parte, está conduzindo ataques aéreos. Falando em frente à sua residência oficial na Downing Street, a premier Theresa May disse que as autoridades ainda não estão prontas para revelar informações sobre o suposto terrorista. Ela confirmou que o autor do ataque tinha realizado a ação sozinho, mas ainda não estava claro se outras pessoas tinham ajudado na preparação do atentado. — Sabemos que um único terrorista detonou um dispositivo caseiro perto de uma das saídas da arena, deliberadamente escolhendo a hora e o local para provocar uma carnificina máxima — declarou a primeira-ministra. — À noite experimentamos o pior da Humanidade em Manchester A polícia recebeu um alerta de explosão na Manchester Arena, com capacidade para 20 mil pessoas, às 22h35 (18h35 de Brasília). A área foi isolada e viaturas policiais e ambulâncias foram enviadas ao local. O homem-bomba detonou a carga explosiva na saída do show. Entre as vítimas estão crianças e adolescentes. O atentado provocou a suspensão dos atos da campanha para as eleições de 8 de junho no Reino Unido e aconteceu exatamente dois meses depois do ataque perto do Parlamento de Londres que deixou cinco mortos, quando um homem avançou com seu carro contra uma multidão e esfaqueou um policial. Publicidade O nível de ameaça de atentados no Reino Unido é severo, o segundo mais elevado na escala do governo, e significa que é altamente provável que aconteçam atentados. O nível mais elevado na escala é o crítico, ativado em caso de ameaça iminente. O ataque de Manchester é o mais grave no Reino Unido desde julho de 2005, quando vários atentados suicidas deixaram 52 mortos, incluindo quatro terroristas, e 700 feridos no metrô e em um ônibus de dois andares de Londres. Esta ação foi reivindicada por um grupo que dizia pertencer à al-Qaeda.

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