quarta-feira, 31 de maio de 2017

As Crônicas de Paulo Cesar: Desconstruir as instituições sempre foi a principal meta da hegemonia comunista, representada no Brasil pelos partidos de esquerda.

 Por: Prof. Paulo Cesar Lemos

Quando se escreve sobre instituições pensamos em estruturas da administração governamental, mas não devemos esquecer que a família constitui a base de todas elas. Uma das diretrizes básicas do comunismo e suas vertentes bolivarianistas, onde se inserem partidos da esquerda brasileira; PCB, PCdoB, PSOL, PT entre outros, é a desconstrução da instituição família. As relações familiares, incluindo os termos, pai, mãe, irmão, avó, avô, tios, primos devem ser desconstruídas, como recomenda a filósofa Marilena Chauí, musa do PT. Os filhos não devem receber ensinamentos dentro da família e sim, exclusivamente do Estado. Estão aí as versões diversas dos conselhos tutelares que reduzem gradativamente a contribuição da educação doméstica. As relações de parentesco devem acabar, para que apenas o Estado passe os comandos. Aliado a isto segue a desconstrução da religião, principalmente todas aquelas com fundamento judaico-cristão, base dos valores éticos e morais que organiza a convivência social juntamente com os ensinamentos gerados no seio familiar. Um dos mentores desta desconstrução foi o filósofo francês pós-modernista Michel Foucault. Para ele, instituições como hospitais, manicômios, asilos, reformatórios, presídios, ambulatórios de desintoxicação, orfanatos, seminários, escolas, universidades e congêneres nada mais são do que "espaços de opressão”. Para Foucault, estas instituições não se preocupam com a defesa da sociedade, mas exercitam a prática do poder, humilhando o próximo que é obrigado a ficar confinado ou constrangido em suas edificações. Assim, segundo este filósofo, nas escolas o objetivo não é o ensino, mas o ambiente para que os professores submetam os alunos a uma condição de obediência, exaltando o poder, da mesma forma que nos quartéis não se busca defender a pátria, mas o exercício do poder dos oficiais sobre os subordinados; enfermeiras e médicos nos hospitais dominam os corpos dos pacientes; nas igrejas, líderes religiosos submetem os fiéis; os hospícios servem para que os psiquiatras ponham o coturno no pescoço daqueles com desvios mentais. Em resumo, tudo é uma questão de poder. Foucault rotulou as instituições que considerava "intoleráveis": tribunais; templos; polícia; hospitais e asilos; escolas e universidades, o serviço militar, a imprensa e a televisão. A desconstrução da instituição policial vem acontecendo no Brasil já há alguns anos. O objetivo final do bolivarianismo é acabar com a polícia e criar milícias nos bairros onde quem não seguir o regime é dedurado. Os policiais são rotineiramente caçados pela imprensa e bandidos são tratados como vítimas para não serem submetidos à “opressão” nos presídios. Recentemente aconteceram atos terroristas em Brasília onde os ministérios foram vandalizados, praticamente destruídos. A grande mídia brasileira de forma hipócrita e acintosa falou em manifestantes e não em arruaceiros, vândalos ou terroristas. Na área do jornalismo imperam os comunistas produzindo fake news segurando a peteca esquerdista. Quando as escolas e universidades foram invadidas e depredadas a mesma hipocrisia ocorreu e chamaram de “ocupação”, quando se tratou de “invasão”. Um bandido armado é considerado pela mídia como um homem portando arma de fogo e passa de agressor a vítima. Os direitos humanos estão aí para suportar toda esta hipocrisia juntamente com uma claque de deputados comunistas. Na mesma linha de pensamento, Foucault defendeu a transgressão sexual, que passou a ser encarada como a "liberação do corpo" das amarras da moral cristã repressora. "Abrir o corpo" tornou-se comum a quem desejava romper ou ignorar as fronteiras morais. Como consequência houve uma corrida para a liberação do aborto e o estímulo ao sexo precoce como se comprova nas cartilhas distribuídas pelo MEC nos governos petistas. Enfim as instituições são consideradas pelos comunistas como grandes máquinas de adestramento criadas para punir, amansar e domesticar seres humanos. Como resultado se buscou o desmantelamento das mesmas; fechamento dos hospícios e clínicas psiquiátricas, asilos, redução das sentenças mais severas para presos e o consequente constrangimento da atividade policial, além da nova pedagogia inspirada em um dos maiores vigaristas do Brasil, patrono da educação brasileira, Paulo Freire que culminou com o enforcamento da competência disciplinar dos docentes, levando nossa educação para os piores níveis em avaliações internacionais e fazendo com que o analfabetismo seja comum entre os universitários, inclusive em alunos de pós-graduação. Em consequência de tudo isto, o policial, o carcereiro, o professor, o psiquiatra, símbolos genéricos da autoridade, viram-se cerceados por múltiplos regulamentos aprovados em série. Liberou-se o louco do manicômio, o drogado da clínica, o criminoso das longas penas, e o estudante da disciplina e do compromisso. Parte considerável da sociedade brasileira está mais para “The Walking Dead”, do jeito que o socialismo quer. Da mesma forma que um vaqueiro prende gado no curral e submete-o a ração e ferros, a classe política dirigente e corrupta controla mais facilmente seus seguidores imbecilizados.

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