quinta-feira, 6 de abril de 2017

As Crônicas de Paulo Cezar Lemos: COMO É POSSÍVEL TANTOS CANALHAS CHEGAREM AO PODER?

 Por: Paulo Cezar Lemos - Foto: Ilustrativa

Muitas frases, algumas de escritores e estadistas famosos tratam da máxima que o poder corrompe. O poder está aí. Gestores de boa índole entram, exercem o poder e saem sem uma mácula, ao contrário de muitos outros que na primeira oportunidade cometem uma série de delitos. Portanto, acho que o “cara” já nasce canalha ou aprende o ofício durante sua formação. Não vamos culpar o poder. Os canalhas vão a busca do mesmo para saciar seus instintos nefastos. A falta de caráter se junta com desvios mentais e forma uma dupla perfeita para dominar a sociedade. Exemplos antigos como diversos imperadores de Roma, além de muitos monarcas ligados à igreja durante idade média se notabilizaram no poder, sendo muitos deles psicopatas de carteirinha. Mais recentemente, Mao Tsé Tung matou 77 milhões de chineses para implantar o comunismo e acabar com a igreja católica, da mesma forma que Stálin ao matar 21 milhões de russos com o mesmo propósito. Em todos os casos se persegue a cultura juadaico-cristã, para implantação de regimes autoritários a exemplo do bolivarianismo na América Latina, especialmente no Brasil, o que foi constatado nos 13 anos de governo vermelho. O noticiário brasileiro traz, a cada dia, dezenas de exemplos de canalhas no poder. Acontece na política, no meio empresarial, no poder executivo e, lamentavelmente, até no judiciário. Mas, o que acontece para viabilizar a presença de tantos imorais na cúpula? Tentando uma explicação para a questão podemos analisar o que ocorre no momento em que um grupo resolve se organizar para chegar ao poder. A primeira atitude deve ser o que diz o poeta Jessier Quirino: “Tem que juntar gente”. Primeiro é preciso formar um grupo, um núcleo duro, a partir do qual as pessoas orbitem no entorno. Para formar este grupo é lógico que são necessárias diversas reuniões. Aí começa o problema. Em primeiro lugar, quase com certeza, quanto mais elevada a educação e a inteligência das pessoas mais vai acontecer divergência de opiniões, pela pluralidade de gostos e grau de conhecimento. Cada um quer mostrar que sabe mais. É coisa de intelectual! Dê um microfone a um deles que vai ser difícil tomá-lo depois. Portanto, formar um grupo uniforme entre pessoas de alto nível de conhecimento é improvável. Disto resulta que para a formação de um grupo com uniformidade de opiniões e semelhança de pontos de vista, deve-se descer a camadas onde os padrões morais e intelectuais sejam inferiores, de tal forma que prevaleça instintos comuns, mais primitivos, não significando que a maioria das pessoas tenham padrões morais baixos. O que está bem definido é que a formação de um grupo com muita gente e forte para impor suas idéias à sociedade jamais poderá ser formado apenas por pessoas consideradas cultas e “do bem”. Este grupo duro, inicial só será formado com a participação de alguns canalhas, ligados às mais diversas atividades imorais e ilegais da sociedade, desde bandidos, passando pelos cartolas de futebol e chegando ao narcotráfico. Esta turma “engraxa” a discussão. Só querem levar vantagem. Formado este grupo base, o mesmo precisa crescer para contagiar a sociedade. Além de se buscar pessoas com as mesmas crenças, surge um novo ponto importante. Como o grupo foi iniciado com baixa intelectualidade chegou a hora de recrutar pessoas cultas. É a segunda etapa negativa da seleção em andamento. Parte-se para o recrutamento de pessoas dóceis na sociedade. Pessoas simples que não têm convicções definidas, mas, apenas idéias vagas, que possam ser convencidas pelos valores estabelecidos previamente pelo núcleo duro. Aí são recrutados professores, homens de ciência, alguns religiosos, filósofos, músicos e outros tantos que são considerados de bom nível intelectual e caráter. Pelas idéias vagas, eles abrem mão do caráter e do intelecto pela aceitação social e convivência em um grupo. São influenciados com facilidade, pois suas paixões e emoções são fáceis de despertar. Passarão a engrossar as fileiras do partido totalitário. Grupo formado e “engrossado” chega-se ao terceiro momento da seleção negativa. Escolher um inimigo comum para criar a situação “nós” e “eles”. O ideal é estabelecer o ódio a um inimigo ou a inveja aos que estão em melhor situação. Hitler encontrou seu inimigo nos judeus, povo muito inteligente e bem sucedido nos negócios. O comunismo encontrou seu inimigo na classe que é o motor do país, quem gera as riquezas. Até hoje os parasitas comunistas acompanhados de uma casta de intelectuais zumbis não trabalham e estabeleceram o capitalismo como seu inimigo. Os inimigos foram ampliados e o ódio difundido ao que chamam de homofóbicos, racistas, machistas e outras abobrinhas criadas em cérebros de massa inerte. No Brasil o maior exemplo desta sequencia foi a formação de um núcleo em São Bernardo do Campo e, posteriormente o recrutamento de atores, músicos, filósofos, sociólogos, escritores, artistas, juristas e até universidades inteiras. Um excelente exemplo do reconhecimento da “merda” em que se meteu foi a saída do jurista Hélio Bicudo que deixou o PT em 2005 e estruturou o impeachment de Dilma Rousseff, sua ex-correligionária.

Um comentário:

  1. Paulo César, como sempre, um oásis no meio de tanta ignorância, que nos sufoca.

    ResponderExcluir

O site Cruz das Almas News coloca este espaço à disposição de todos que queiram opinar ou discutir sobre os assuntos que tratam nossas matérias. Partilhe suas opiniões de forma responsável e educada e respeite a opinião dos demais.

Contamos com a educação e bom senso dos nossos internautas para que este espaço continue sendo um ambiente agradável e democrático.

Obrigado