segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

As Crônicas de Paulo Cezar Lemos: MÁCULAS DA IGNORÂNCIA NO ÚTERO UNIVERSITÁRIO

Há algum tempo atrás, durante a caminhada de fim de tarde, fiquei surpreso ao deparar com a condição da estrutura que está representada na foto. Trata-se do busto do Agrônomo Landulfo Alves que se encontra em frente à reitoria da histórica Escola Agronômica da Bahia que gerou a UFRB. Violar um busto e agigantar-se frente a um material sem vida é uma demonstração de covardia e ignorância. Os vândalos que praticaram tal ato deveriam conhecer um pouco de História e saber que Landulfo Alves, natural de Santo Antônio de Jesus, quando interventor do Estado da Bahia no governo Vargas foi o responsável por trazer para Cruz das Almas, a Escola de Agronomia. Poderia o mesmo destinar a referida instituição a Santo Antonio, sua terra natal. Quantos trabalhadores cruz-almenses tiveram suas vidas organizadas graças à atitude de Landulfo Alves? Estou me referindo a motoristas, mecânicos, tratoristas, trabalhadores de campo, cozinheiros e todo o pessoal técnico administrativo, além de professores que ganharam seus salários e gastaram no comércio local, ajudando o crescimento do município. No mundo da desinformação estercado pelo ódio oriundo do socialo-comunismo e alimentado com a ignorância marxista se produzem criaturas medonhas, capazes de atos desta natureza. Landulfo Alves foi responsável por manter, durante quase três décadas, a Bahia como o único estado produtor de petróleo no Brasil, chegando a produzir 25% da demanda do país. A Refinaria de Mataripe que traz o seu nome foi produto de uma homenagem à sua luta pela causa do petróleo. Desde 1938 ele pleiteava a construção de uma refinaria em território baiano, o que foi autorizado em 1946. Como contradição à luta deste patriota, se observou nos últimos anos uma verdadeira depredação à Petrobrás, o maior patrimônio brasileiro e que ocorreu nos quatro últimos governos marxistas-petistas, conduzindo ao enriquecimento rápido e descomunal daqueles que influenciaram as mentes dos mesmos que vandalizaram o busto acima referido. O governo de Landulfo Alves deixou marcas duradouras nos setores de agricultura, transporte, educação e cultura, saúde e urbanismo. Fomentou a cultura do algodão, da mamona e do sisal, criando com essa finalidade uma estação experimental. Em Feira de Santana, instalou um aviário modelo e introduziu a mecanização da lavoura. No setor de educação e cultura, criou a Faculdade de Filosofia e Letras, doou à Academia de Letras da Bahia a sua sede e estimulou os trabalhos da Faculdade de Direito, fornecendo-lhe ajuda financeira. Fez erguer grande número de escolas primárias e terminou a construção, iniciada no governo anterior, de dois estabelecimentos de ensino muito conhecidos na capital baiana: o Instituto Normal da Bahia e o Grupo Escolar Duque de Caxias. Líder da bancada do PTB no Senado em 1952, foi relator e um dos ardorosos defensores da Lei nº 2.004, que criou a Petrobras e instituiu o monopólio estatal do petróleo. Nesse processo, enfrentou intensa resistência dos defensores da participação da iniciativa privada na exploração petrolífera. O busto de Landulfo Alves deve ter sido maculado pelos produtos da educação charlatanista freiriana. Paulo Freire plagiou, copiou o método desenvolvido em Pernambuco pelo missionário americano Laubach, que já havia desenvolvido trabalho semelhante nas Filipinas, em 1915, e, posteriormente, em toda a Ásia e em várias partes da América Latina, durante quase todo o século XX. Em Pernambuco, Paulo Freire usou as técnicas de Laubach, editando cartilhas, mas assumindo a autoria ao colocar seu próprio nome como autor, numa demonstração clara de plágio onde a ética e a moral foram enterradas. Nas “suas” cartilhas ele inseriu o marxismo e os princípios da luta de classes. Paulo Freire aplicou suas técnicas no Brasil, no Chile, na Guiné-Bissau, em Porto Rico e outros lugares. Não produziu “nenhuma” redução das taxas de analfabetismo em parte alguma. Pelo contrário, houve um florescimento espetacular dos movimentos comunistas. Celebrado como gênio recebeu o título de patrono da educação no Brasil, mesmo promovendo a extinção de “Moral e Cívica” das grades curriculares, além de estimular a exclusão de símbolos nacionais, a exemplo do hino e da bandeira verde amarela. Seu método deu aos nossos estudantes os últimos lugares nos testes internacionais, tirou nossas universidades da lista das melhores do mundo e reduziu quase a zero o número de citações de trabalhos acadêmicos brasileiros em revistas científicas internacionais. Foi promovida a morte do talento científico no Brasil nos últimos anos, não sendo revelada nenhuma nova criatura competente em qualquer área de atividade técnica, científica, artística ou humanística. Com a moral em baixa, em ascensão só se encontra cantor de pagode imoral, sertanejo ruim e jogador de futebol.(Foto: Paulo Cezar)

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