terça-feira, 5 de abril de 2016

As Crônicas de Paulo Cezar Lemos: CATIVEIRO DE ALMAS E MENTES

O que aconteceu no Brasil, em 1964, tratado como revolução por uns, golpe militar por outros ou contra golpe praticado pelo exército como enfrentamento ao golpe que estava sendo construído pelos comunistas, ainda deixa muitas dúvidas. O maior problema está no fato de que a maior parte dos livros que informam sobre os acontecimentos da época foram escritos pelos perdedores, os comunistas, que introduziram um viés ideológico no material escrito que passaram a ser utilizados pelos professores em todos os níveis educacionais no Brasil. À época, o mundo vivia a guerra fria com dois blocos bem definidos. A União Soviética e seus satélites apoiavam e financiavam a implantação do comunismo no mundo. Stálin, líder soviético entre 1920 e 1953, foi o responsável pela implantação do regime comunista, comandando o ataque e a morte de mais de 40 milhões de pessoas em nome do partido, durante suas tentativas de expansão. Enquanto que na China, o líder mais cruel do mundo, o ditador comunista, Mao Tsé-Tung que, entre execuções, assassinatos e desastres resultantes de sua política econômica, causou a morte de mais de 77 milhões de pessoas, sendo, sem dúvida, o grande “vencedor” no quesito crueldade, ganhando inclusive do líder nazista, Hitler, ao qual a História atribui 30 milhões de mortes. O outro bloco estava representado pelos Estados Unidos que lutavam para impedir essa expansão, apoiando todos quantos se opusessem aos movimentos de guerrilha revolucionária comunista nos seus respectivos países. Anos antes, em 1959, a guerrilha dos irmãos Castro e Guevara obteve êxito em Cuba, derrubando Fulgêncio Batista, que tinha transformado Cuba no prostíbulo dos Estados Unidos. Fidel Castro estava nos primeiros momentos da revolução cubana, indeciso e relutante, não sabia para que lado político e ideológico deveria se alinhar. Os americanos não tomaram a iniciativa de aproximação e, graças a este vacilo, o jovem Fidel acabou sentando no colo de Nikita Khrushchev, que o adulou e bajulou como um herói, e a pequena ilha de Cuba virou um satélite de Moscou. No entanto, antes mesmo de Cuba, o grande interesse do Movimento Comunista internacional era o Brasil, país com dimensões continentais e rico em recursos naturais. Em 1935, a mando da URSS, os comunistas, encabeçados por Luis Carlos Prestes, já haviam tentado tomar o poder, matando 28 militares no Estado da Guanabara, 20 pessoas (entre militares e civis) em Natal e 720 (entre militares e civis) em Recife, conforme se encontra na História das Revoluções Brasileiras, do historiador Glauco Carneiro. Um ano após a Revolução Cubana, os comunistas resolveram investir outra vez na conquista do Brasil. A partir do ano de 1960 até o período final do Regime Militar, milhares de comunistas brasileiros treinaram terrorismo na União Soviética, China, Cuba, Coréia do Norte e Argélia, que inclusive serviram de inspiração aos marginais para as atuais operações de explosão de caixas eletrônicos e carros fortes. O objetivo expresso desse treinamento era tentar promover uma revolução comunista no Brasil, implantando a “ditadura do proletariado”, a “cubanização” do país. Desde 1961, as Ligas Camponesas do deputado comunista Francisco Julião, surgida em Pernambuco, já haviam se armado para a revolução e recebido treinamento de guerrilha dos chineses e cubanos. De Cuba, receberam armas e dinheiro para comprar fazendas em Goiás, Acre, Bahia e Pernambuco que seriam os como campos de treinamento, como se pode ler no título “O Apoio de Cuba à Luta Armada no Brasil”, da professora Denise Rollemberg. Pouco antes da revolução, o então presidente Jânio Quadros que sabotou o próprio mandato fez uma política de aproximação com os comunistas, visitando e elogiando Cuba e condecorando o guerrilheiro Che Guevara com a Ordem do Cruzeiro do Sul, além de restabelecer relações entre o Brasil com a URSS e China. Enquanto Jânio renunciava, seu vice, João Goulart estava justamente em visita à Rússia e China restabelecendo as relações diplomáticas. Jango passou de todos os limites ao promover uma rebelião entre os militares, apoiando aqueles de esquerda. Além disto, anunciou em seu discurso na Central do Brasil em 17 de março de 1964, a cartilha do golpe que planejara junto com Brizola, exigindo “mudanças na Constituição” e “legalização do Partido Comunista”. A imensa maioria do povo brasileiro apelava desesperadamente para que os militares fizessem uma intervenção e evitasse que o Brasil se tornasse mais um país comunista. O povo foi às ruas com as Marchas da Família com Deus pela Liberdade, no Rio e São Paulo (foto) e muitas outras cidades do país. Todos pediam o fim do governo João Goulart, antes que fosse tarde demais. Na verdade, tudo fazia parte de um plano comunista de tomada do poder através de uma revolução armada, seguindo o modelo de Cuba. Os livros e artigos escritos desde 1964 vêm doutrinando, durante décadas, milhões de brasileiros a aceitarem como verdade absoluta, que o que aconteceu em 31 de março de 1964 no Brasil foi um Golpe Militar desfechado contra inocentes idealistas, que sonhavam com um mundo justo, livre e igualitário. Os comunistas derrotados passaram a promover a destruição e caos; mataram mais de 130 pessoas, sequestraram, e assaltaram bancos, casas e carros. Os militares reagiram a eles, causando excessos nesse processo, torturando e cometendo crimes. Os tais idealistas lutaram contra a ditadura realmente, mas, para instalar a ditadura comunista e não para trazer de volta a democracia, como muitos líderes da cúpula do poder se “cartam” hoje em dia. A democracia voltou ao Brasil, após o regime militar, graças a verdadeiros republicanos como Dr. Ulysses Guimarães. Infelizmente, já faz alguns anos que uma educação com viés de esquerda prevalece nas escolas brasileiras, principalmente entre os professores universitários, distorcendo os fatos, escravizando almas e mentes e reescrevendo a História, tentando cultuar terroristas como democratas.

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