sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Jornalista é sequestrada e morta por grupo de homens armados no México

O México continua a contabilizar seus jornalistas assassinados. O corpo de Anabel Flores Salazar, sequestrada na madrugada de segunda-feira (08/02) por um grupo armado que invadiu sua casa, foi encontrado na última terça-feira (09/02) no acostamento de uma estrada do Estado de Puebla, que é vizinho a Veracruz, região-símbolo da violência contra a imprensa neste país. A vítima estava seminua e de mãos atadas. Flores, especializada no noticiário policial, havia colaborado recentemente com pequenos jornais de Orizaba, cidade veracruzana de 120.000 habitantes. A repórter tinha 27 anos e era mãe de um bebê recém-nascido e de outro menino de aproximadamente quatro anos.
Veracruz está pela enésima vez no topo da lista dos locais mais perigosos para exercer o jornalismo no México. Segundo dados da Procuradoria Geral da República, desde 2000, pelo menos 16 jornalistas foram assassinados nesse Estado. Em todo o México, nesse período, foram mortos 90 profissionais da imprensa, e outros 23 permanecem desaparecidos, segundo a ONG Artigo 19.
O caso específico de Veracruz está marcado pela presença do cartel mais violento do México, o Los Zetas. Suas atividades abrangem todas as variantes de comércio ilícito (drogas, prostituição de mulheres, tráfico de pessoas e de órgãos), o roubo de combustível (Veracruz tem uma importante produção petrolífera) e a extorsão indiscriminada contra grandes, médios e pequenos empresários.
De acordo com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, um em cada três assassinatos de jornalistas na América Latina ocorre no México, mais do que o dobro, por exemplo, da cifra do Brasil, que tem uma população 40% maior. A ONG Repórteres Sem Fronteiras considera o México um dos países mais perigosos do mundo para o exercício do jornalismo, responsabilizando por isso as facções criminosas e as autoridades federais e locais, principalmente policiais mancomunados com os cartéis. Some-se a tudo isso uma impunidade disseminada – nove em cada dez crimes ocorridos no México ficam sem esclarecimento. (EL PAÍS)

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