quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

As Crônicas de Paulo Cezar Lemos: Cuba e Estados Unidos assinam acordo de 110 voos diários. Acaba a inspiração utópica dos intelectuais da esquerda.

Cuba sempre foi a inspiração poética para os intelectuais da esquerda. Diziam: “Lá sempre teve a melhor medicina”! “a melhor educação”! “a melhor revolução e os melhores revolucionários”! Não é à toa que sempre se vê algum pateta desfilando com camisetas e boinas do grande assassino Che Guevara, justamente por não conhecer a história do mesmo. São pessoas que se acostumaram a repetir frases decoradas no google ou através de leituras em orelhas de livro. Elogiam Havana, mas preferem passear e fazer compras em Miami e New York ou dar uma chegada aos Champs Elysees, ou ainda visitar gurus no Tibet ou na Índia. Eles sabem que Cuba é uma ilha e que Fidel sempre manteve os cubanos naquele pedaço de terra à base do chicote, sem liberdade. Se não fosse uma ilha Fidel teria ficado só, com suas Mercedes, Iates e vacas de leite de alto nível genético e criadas em prédios de apartamentos. Cubanos não tomam leite, pelo preço do produto! Talvez o capitalismo permita agora que muitas pessoas conheçam produtos novos que o poético e destruidor comunismo proibiu. Os socialistas e afins que estão no comando do estado brasileiro desde 2002 se afinam com Fidel. Grupo vaidoso, oportunista e que fazem parte da elite. Caracterizam-se pelo não planejamento. Quando o fazem e sabem realmente fazer é na hora da corrupção. Agem no curto prazo e buscam elogios, produto de um narcisismo doentio, mas se justifica, pois pensam apenas em suas próprias imagens. O Aedes aegypti está fazendo pagar pelo não planejamento na saúde, causando estragos com doenças do passado, como a dengue. Mas, pelo menos o Brasil ganhou um produto de exportação de grande poder devastador que é este mosquito. A energia foi deixada de lado, mesmo quando a atual presidente ocupou a pasta das Minas e Energia. Quem move o mundo é energia. Mas, quem move este governo é algo mais importante: empregar os companheiros. Para isto é preciso dinheiro, e a fonte é a corrupção. Conseguiram um feito inédito! Vão entrar para os compêndios de História do Brasil; conseguiram afundar o que Getúlio Vargas organizou: A Petrobrás. Quantos brasileiros já perderam a vida ao assistirem suas ações despencarem de uma hora para outra? Para enganar uma população formada, predominantemente por tolos, anunciam a defesa de causas consideradas nobres, embora estejam mais preocupados com aplausos do que os resultados daquilo que anunciam: salvar o planeta, proteger os índios, cuidar das crianças africanas, enfrentar os ricos capitalistas em nome da justiça social, pagar a dívida histórica com os negros, acabar com as guerras, enaltecer as diferenças culturais, idealizar os jovens, estas são algumas das bandeiras dos abnegados artistas e intelectuais de esquerda. Em resumo: são os grandes defensores dos fracos e oprimidos contra as “elites” — como se não fossem parte da elite, embora a maioria sejam ricos graças ao capitalismo que atacam; vivem no conforto do Ocidente que desprezam; gozam da liberdade de expressão que inexiste na Cuba que tanto proclamam; e desfrutam da paz e da segurança conquistadas pelo poder militar do Tio Sam que abominam. Roberto Campos resumiu o que foi dito acima: “É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar — bons cachês em moeda forte, ausência de censura e consumismo burguês; trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola...”. É a velha e conhecida hipocrisia! A marca registrada dessa esquerda que exalta o socialismo, mas, atinge o “orgasmo” quando pega um voo para Paris. O jornalista Reinaldo Azevedo resumiu bem o assunto: “O bom da democracia é ser um regime desinteressante, sem surpresas, sem solavancos, medíocre mesmo! O bom da democracia é que, dada essa mediocridade, permite que a gente encontre motivos mais atraentes do que a política para tornar a vida interessante. Ou alguém consegue ter algum pensamento elevado quando lembra de José Dirceu ou de Delúbio Soares?

*É proibida a reprodução total ou parcial deste texto, por qualquer meio, sem prévia autorização
do autor  Prof. Paulo Cezar ou do site www.cruzdasalmasnews.com.br.

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