domingo, 13 de setembro de 2015

As Crônicas de Paulo Cezar Lemos : AUMENTA A “FAMÍLIA HUMANA” COM O SEU MAIS ANTIGO REPRESENTANTE, HOMO NALEDI.

O nome científico aplicado aos seres vivos segue o Sistema Binomial criado pelo Sueco Lineu em 1758. Cada espécie tem seu nome definido por duas palavras, em latim ou latinizadas. No caso da espécie humana (Homo sapiens), a primeira palavra Homo, corresponde ao gênero e a segunda palavra é o termo específico. Vale salientar que o nome da espécie é formado com os dois termos- Homo sapiens. Neste caso é bom lembrar que este nome se aplica aos dois sexos, para não confundir como aconteceu com a presidente Dilma que denominou a mulher, Mulher sapiens, invencionice que ruborizou toda a taxonomia animal, desde quando ela criou, sem consultar o Código Internacional de Nomenclatura Zoológica, uma espécie sem nenhum sentido, talvez tenha sido produto de um radicalismo extremado feminista. O fato científico do ano, uma coisa realmente extraordinária, foi o achado do mais antigo ancestral humano. A espécie encontrada é um hominídeo, com morfologia de hominídeo e a datação remete a 2,5 milhões de anos antes do presente. Pertence ao mesmo gênero da espécie humana atual por apresentar vários traços anatômicos do humano moderno. Muita gente, inclusive religiosos e pessoas com bom nível intelectual repudiam um parentesco desta natureza, acreditando em contos e lendas tipo arca de Noé (cerca de 10 mil anos) e origem do homem via Adão e Eva. Estas pessoas assumem outra linha de pensamento, argumentando de forma tosca que o homem não se originou do macaco. Vale lembrar que realmente o homem não se originou do macaco, mas, homens e macacos tiveram um ancestral comum e este achado na África do Sul, de 2,5 milhões de anos – Homo naledi é uma prova robusta que a espécie humana atual é um produto da evolução de milhões de anos, ao contrário dos 10 mil anos da Arca de Noé, que já traz o homem com aspectos do atual e com pele branca, anunciando desta forma as raízes da discriminação e do preconceito, como está em Gênesis 9, Versículo 27 (Alargue Deus a Jafé, e habite Jafé nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo). Aceitar Homo naledi como nosso legítimo ancestral posiciona os seres humanos como mais um habitante da terra com o mesmo valor biológico das outras espécies de organismos vivos. O homem como o centro do universo em detrimento das outras espécies constituiu um dos mais terríveis prejuízos para o ambiente e, consequentemente, para o próprio homem. A apresentação que a igreja insiste em um Jesus Cristo com cabelos loiros, de olhos azuis e pele clara se ele não era descendente de ingleses, alemães, franceses, italianos, dinamarqueses, holandeses, belgas, suíços, suecos ou seja, formação física dos Europeus, quando se sabe também que o povo árabe é formado por morenos claros ou escuros, bronzeados, e tem cabelos escuros e olhos castanhos , característicos do Oriente Médio e África, e que o povo judeu, semitas, cor parda demonstrando claramente que não existem pessoas com as características germânicas ou até nórdicas naqueles países árabes. A falta de conhecimento científico, leituras, reflexões próprias e a mania de acreditar no que os outros dizem causam esta visão distorcida de parte considerável da humanidade.

*É proibida a reprodução total ou parcial deste texto, por qualquer meio, sem prévia autorização
do autor  Prof. Paulo Cezar ou do site www.cruzdasalmasnews.com.br.

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